O mais cedo possível, pois desta forma estaremos prevenindo problemas futuros e o crescimento será estimulado quando a criança ainda tem potencial para isso. Reorientaremos o desenvolvimento e o crescimento, para que fiquem mais favoráveis, estimulando através de aparelhos ortopédicos removíveis e pequenos ajustes oclusais.
Onde não cabem ou não caberão dentes permanentes por falta de espaço, estimularemos as bases ósseas a crescer para que caibam.
Após o crescimento da criança não poderemos mais intervir e ajudar o crescimento, os aparelhos terão ação mecânica e muitas vezes serão necessários procedimentos como a extração de dentes permanentes, por falta de espaço nas arcadas.
O melhor momento para intervenção é logo que identificamos um problema. Devemos iniciar o tratamento o mais preventivamente possível e acompanhar o paciente até a troca de todos os dentes, por volta de 12 anos. Este acompanhamento poderá ser mais ou menos intensivo, dependendo da gravidade do caso. Poderão ocorrer épocas durante o tratamento que não serão necessárias consultas todos os meses.
Após o final do tratamento o paciente deverá comparecer semestralmente para consultas, a fim de verificar a manutenção do equilíbrio mastigatório alcançado nesta fase, até a erupção dos terceiros molares (dentes do siso). O equilíbrio mastigatório terá importância decisiva para a manutenção e estabilidade do tratamento.
O Sistema Mastigatório está em franco desenvolvimento e crescimento desde o nascimento. Os dentes de leite exercem importância fundamental para a maturidade e amadurecimento do sistema. Este é estimulado por meio da mastigação e de todo o conjunto (ossos, músculos e articulações). O desenvolvimento e crescimento, se estimulados fisiologicamente, são tão intensos, que normalmente entre cinco e seis anos os dentes de leite começam a ser trocados por dentes permanentes, maiores, para um novo tamanho de arcada desenvolvida. Os dentes de leite têm importância fundamental no desenvolvimento inicial das arcadas.
Por outro lado, é uma hora propícia para estimulação do desenvolvimento e crescimento ósseo, quando agiremos junto com a natureza. Nesta época o paciente tem grande potencial de desenvolvimento.
Os problemas encontrados na boca em termos de desenvolvimento e oclusão devem ser tratados sempre o mais preventivamente possível. Quando deixamos para mais tarde, não poderemos mais agir no crescimento e desenvolvimento, pois o paciente já terá crescido e praticamente se desenvolvido. Todo aquele trabalho voltado aos estímulos para se conseguir espaços para os dentes que estão ou virão tortos, para crescer as bases ósseas (mandíbula e maxila) que estão pequenas, não será mais possível.
Com frequência o paciente terá de se submeter, então, às técnicas mais radicais, muitas vezes até perdendo dentes permanentes para que os outros tenham espaço na boca ou por falta de crescimento mandibular.